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 Imed

Desequilíbrio do colesterol

Sintomas são alerta de desequilíbrio do colesterol
12 AGOSTO 2015

Tontura, mal estar, falta de ar, cansaço e aumento da circunferência abdominal podem ser sintomas de que a quantidade de gordura do organismo está em desequilíbrio e que é hora de mudar o estilo de vida. Quem apresentar esses sintomas precisa procurar um médico e fazer uma avaliação, orienta a cardiologista Priscila Marques dos Santos, da equipe do Pronto-Socorro (PS) do Hospital Delphina Rinaldi Abdel Aziz, administrado pela Organização Social Imed – Instituto de Medicina, Estudos e Desenvolvimento.

O colesterol é necessário para o funcionamento do organismo, porém o desequilíbrio dessa gordura pode trazer consequências ruins, especialmente se houver excesso de LDL, conhecido como o colesterol ruim.

“Existem pessoas que têm alteração no colesterol de forma adquirida. Nesses casos, inicialmente, o tratamento adequado é mudar o estilo de vida e isso inclui uma dieta pobre de gorduras e uma rotina de atividades físicas”, disse a médica.

Há, também, aqueles pacientes que tem histórico na família de alteração nos níveis de colesterol. “Para esses casos, tem que procurar atendimento médico e sempre estar investigando para ver se há alteração. Caso haja, deverá haver tratamento contínuo”, disse.

Principalmente, é preciso evitar as gorduras trans, destaca Priscilla. “A gordura trans está presente em grande quantidade em alimentos industrializados. Nos alimentos de pacote, como salgadinhos, por exemplo, e nos embutidos, como o presunto, além de frituras. Até em casa quando se usa óleo de cozinha em grande quantidade para fritar está se consumindo gordura trans”, disse.

É recomendada a ingestão de fibras porque elas ajudam na mebotalização da gordura e no funcionamento adequado do organismo. Elas fazem com que o organismo absorva menos gordura.

Atividades físicas

Priscilla ressalta que a realização de atividades físicas sempre deve ser orientada por um médico cardiologista em parceria com um profissional da área de educação física. O objetivo é que o paciente possa desenvolver as atividades da melhor forma possível sem exageros e sem riscos a saúde.

A atividade física, por se só, já aumenta o colesterol bom, que é o HDL, e reduz o colesterol ruim que é o LDL e, ainda, o triglicerídeo. “Procure o cardiologista para fazer atividade física adequada e para manter sempre os níveis de colesterol adequados. Além disso, às vezes a mudança do estilo de vida é importante, mas pode ser necessário associar a medicamentos, também”, declarou.

Assintomáticos

É preciso estar atento e sempre fazer avaliação médica porque existem pessoas que se encontram em situação assintomática e, de repente, podem sofrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC) ou enfarto agudo do miocárdio. Essas são doenças relacionadas a formação de placas de gordura nas artérias.

Quando a concentração de colesterol no sangue se encontra em excesso, pode causar o entupimento das veias e artérias, aumentado o risco de doenças cardíacas como o infarto, que pode levar a morte.

Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, o paciente que tem alto risco precisa estar com o colesterol em torno de 70 miligramas por decilitro (mg/dl). O paciente considerado com alto risco de doenças cardiovasculares são aqueles que já sofreram infarto, AVC ou outro problema cardíaco, que têm diabetes, que têm histórico familiar ou fatores de risco associados, como tabagismo, obesidade, pressão alta, HDL baixo (o colesterol “bom”) e insuficiência cardíaca.

Para quem tem risco intermediário, quando há um ou dois fatores de risco associados, os valores toleráveis são de 70 a 100 (mg/dl).

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